Ultimamente tenho visto muita cerveja que, tradicionalmente, só era envasada em garrafas de vidro, aparecer na versão “latinha de alumínio”. Houve uma época, nos idos dos anos 1970-80, em que as cervejas importadas começavam a entrar no mercado brasileiro quase que exclusivamente na versão lata, sendo que naquela época utilizavam-se latas de folha de flandres, ou seja aço.
No Brasil, a pioneira nos lançamentos de novas embalagens tem sido sempre a Skol. Nossa primeira cerveja envasada em latas foi lançada em 1971 por essa marca, aliás, vale salientar que a Skol abocanha 33% do mercado brasileiro de cervejas. Se pensarmos que hoje 1% representam algo em torno de R$ 320 milhões, temos que tirar o chapéu para os responsáveis por esse sucesso certo?
Mas afinal de contas, por que é que estamos vendo esse verdadeiro resgate das embalagens metálicas para as cervejas. Vamos elencar alguns dos motivos:
1. As latas modernas são feitas em alumínio, um material facilmente reciclável.
2. As garrafas retornáveis acabam sujeitas a custos altos como a logística para o recolhimento dos vasilhames vazios, a lavagem dos mesmos – e aí temos desde a necessidade de utilização de muita água, como de produtos para a retirada dos rótulos e sanitização – o espaço necessário para a estocagem dos vasilhames vazios, nos vários estágios do processo e por aí vai.
3. As latas modernas mantém a cerveja em perfeitas condições de armazenagem por toda sua vida útil.
4. Latas bloqueiam totalmente a luz, coisa que a maioria das garrafas não consegue fazer, e mantém o oxigênio fora.
5. Latas são muito mais leves do que garrafas e exigem menos espaço para estocagem.
6. A reciclagem de latas de alumínio tem um custo infinitamente inferior à reciclagem de garrafas de vidro.
Bem, eu poderia me estender mais e mais na defesa dessas embalagens. E não é a toa que as cervejarias mais “antenadas”, e comprometidas com a sustentabilidade já estão lançando, ou relançando no mercado suas versões em lata. Eu tenho certeza que isso não é apenas um “revival” de caráter vintage. Uma dúvida que sempre surge é se a cerveja de determinado rótulo é diferente na sua versão em lata para a versão em garrafas de vidro. Não, o líquido é exatamente o mesmo. Alguns fabricantes apenas aumentam um pouco a carbonatação nas garrafas, em função de sua maior resistência à pressão, mas isso não é regra.
Mas será que essa tendência tende a, num futuro breve, acabar com as embalagens em garrafas de vidro para as cervejas? Definitivamente não. Cervejas de guarda, por exemplo, esses maravilhosos exemplares que vêm via de regra arrolhados e que evoluem na garrafa durantes anos e anos, esses com certeza continuarão a ser envasados no vidro.
O que a gente acaba concluindo é que as cervejas, como quase tudo nestes novos tempos, tendem a evoluir tecnologicamente e as embalagens fazem parte desse processo. Ao inés de torcer o nariz para as inovações, o melhor a fazer é abraçá-las, com a consciência de que somos parte responsáveis pelo futuro de nosso planeta. Não quero dizer que devamos abrir mão de nosso prazer em degustar as cervejas, milenares e maravilhosas, mas sim, podemos fazê-lo com muita responsabilidade, seja no consumo consciente em relação ao álcool, seja em relação à um processo de fabricação mais correto, limpo e sustentável.
Até a próxima
Luiz Caropreso




Caropreso,
A mesma criadora da cerveja lata, está cada vez mais renovando.
Acaba de ser lançado as versões 300ml em vidro retornável das cervejas Skol, Brahma e Antarctica.
Tambem ja havia sido lançados as mesmas marcas em vidro de 1 Litro retornavel, e copiado por suas concorrentes como Itaipava e Schincariol.
Ou seja, aumenta mais ainda a quantidade de garrafas retornaveis em vidro.
O que acontece, é que o aluminio é uma material altamente caro. Enqwuanto que o vidro retornavel pode ser lavado e diminui custos.
Os supermercados que a tempos não tinham as garrafas de vidro, estão aderindo aos retornaveis.
Mas as Cervejarias tambem lançaram as cervejas em garrafas descartaveis de 600ml.
É a busca de share de mercado conquistando seus espaços na gondola.
E diga – se de passagem, servir um chimay para um convidado em casa, é muito classica a apresentação em vidro do que a tradicional latinha da praia ou da Churrasqueira.
Abs,
Wilson Gama