Esta semana, nosso duelo será entre dois estilos tradicionais da escola Inglesa, que na realidade compreende estilos criados na Inglaterra, Irlanda e Escócia.
ESB (Extra Special Bitter): Esta é uma ale cuja coloração varia do dourado ao cobre profundo. Sempre muito límpida e brilhante, geralmente preparada com uma variedade de lúpulos ingleses que costumam trazer aromas terrosos, resinosos ou florais. Traz também aromas de malte de médio a médio-alto, com notas de caramelo que variam de baixas a moderadamente fortes exceto nas versões mais claras, onde esse atributo aparece de forma mais sutil. Pode também ter a presença de ésteres frutados de médio-baixa a médio-alta. O amargor desse estilo varia de médio a médio-alto, sendo que deve estar sempre muito bem equilibrado pelas notas mais adocicadas advindas dos maltes. Ainda podemos nos deparar com baixos níveis de álcool e um moderado sabor mineral/sulfuroso. “Atualmente na Inglaterra o termo “ESB” é uma denominação pertencente à Fullers; nos Estados Unidos o nome foi escolhido para designar uma ale inglesa maltosa, amarga, avermelhada, de força padrão.” Sua força alcoólica varia entre 4,6 – 6,2%.

English Brown Ale: Mais uma inglesa tradicionalíssima, geralmente se apresenta numa paleta de cores que pode ir do âmbar médio até o castanho escuro, passando pelo cobre, e visualmente quase sempre límpida, embora tradicionalmente não filtrada, bem como com colarinho de baixo a moderado, de cor branca a bege, mas com pouca estabilidade devido à baixa carbonatação, que é consequência direta da utilização da água dura (com mais sais minerais) das terras britânicas. Nos aromas, percebem-se os provenientes dos maltes, também numa grande gama, podendo incluir caramelo, de grãos, tostado, como nozes, chocolate ou um leve tostado, e quase sem aromas perceptíveis de lúpulos. No sabor, temos uma cerveja maltosa, mas que pode vir com uma vasta paleta de sabores derivados do malte e da levedura, como por exemplo, maltoso, doce, caramelo, toffee, tostados, nozes, chocolate, café e até vinho, fruta, alcaçuz, melaço, ameixa e uva-passa. Pode ter final doce ou seco. Amargor de baixo a moderado, suficiente para prover algum equilíbrio, mas não para sobrepor o malte. Podemos dizer que é uma cerveja suave, leve e refrescante, de corpo de leve a médio e com carbonatação geralmente de baixa a médio-baixa. Acredita-se que este estilo pode ter evoluído a partir das das Porters primitivas.
Sua gradação alcoólica varia de 2,8 a 4,5% ABV. (Fonte: Diretrizes de Estilo BJCP)

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Saúde e até a semana que vem com o 4° desafio.
Luiz Caropreso






















Eu tomaria uma taça dessas, todos os dias no meu café da manhã. Essa delícia do estilo Oud Bruin talvez seja a cerveja que mais se aproxima de um vinho tinto. Notas de frutas pretas e vermelhas, nozes, além de um cítrico marcante, com acidez acima da média – que vai se intensificando com o passar dos anos, conforme a cerveja amadurece. Alta drinkability e extremamente refrescante.